Pretas pela Bahia e pelo Brasil: candidatas baianas apresentam projetos políticos em defesa dos direitos das mulheres, população negra e LGBTQIAP+

Laina Crisóstomo e a candidatura coletiva Pretas pela Bahia são apoiadas pelo Instituto Odara, organização filiada à AMNB

Laina Crisóstomo (PSOL – 5013) e a candidatura coletiva Pretas pela Bahia (PSOL – 50111) concorrem a uma vaga na Câmara dos Deputados e na Assembleia Legislativa da Bahia, respectivamente. Ambas as candidaturas propõem projetos políticos que priorizam a defesa e garantia dos Direitos Humanos, sobretudo para as mulheres, população negra e LGBTQIAP+. O Odara – Instituto da Mulher Negra – organização sediada na Bahia e filiada à Articulação de Organizações de Mulheres Negras Brasileiras (AMNB) – declarou apoio às candidaturas.

Laina Crisóstomo

Questionadora e militante desde muito cedo, Laina cresceu e se tornou advogada, feminista e ativista pelos Direitos Humanos. Através do Direito Social, sempre atuou no combate às desigualdades e em prol das mulheres, dos negros, da população LGBTQIAP+,  do direito à terra e à moradia, e da liberdade religiosa. Em 2016 idealizou e fundou a Ong TamoJuntas, que atua com mulheres em situação de violência em quase todos os estados do Brasil.

Laina é co-vereadora pela Mandata Coletiva Pretas por Salvador, em Salvador (BA), e agora se candidata a deputada federal na expectativa de ampliar o seu espaço de atuação e sua incidência política. Apesar de se apresentar enquanto candidata individualmente, a candidatura de Laina tem sido construída coletivamente, a partir do diálogo com diversas organizações e movimentos sociais.

“Para ocupar o poder, a gente não pode se esquecer de onde veio. Esse diálogo tem sido construído de forma muito real e constante, para que a gente possa pensar uma candidatura e uma mandata que sejam, de fato, representativas para as mulheres negras”, explica.

Dentre as dificuldades para tocar a campanha, Laina aponta a falta de recursos e infraestrutura para alcançar os 417 municípios baianos. Ela aponta que diante de problemas que são estruturais dos partidos políticos – como a divisão dos fundos eleitorais que não prioriza mulheres negras – são criadas, coletivamente, alternativas para garantir a capilaridade da campanha: “se não fosse as mulheres e, sobretudo, as mulheres negras, eu não sei o que seria da nossa candidatura e da nossa luta de modo geral”, afirma a candidata.

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Pretas pela Bahia

Composta por Cleide Coutinho, Dulce Rodrigues, Iracema Souza e Márcia Ministra, a candidatura coletiva Pretas pela Bahia concorre a uma cadeira na Assembleia Legislativa da Bahia, propondo um fazer político construído através do afeto, mas também de forma estratégica, agrupando e defendendo pautas diversas, mas interseccionadas:

“Chegamos nessa construção conhecendo as lutas uma da outra, e vimos a necessidade de nos unir para fortalecer juntando as diversas bandeiras de luta na mesma trincheira.  E para nós, mulheres negras, as lutas devem ser coletivas”, explicaram as Pretas pela Bahia.

Cleide Coutinho, que é dirigente do Movimento Nacional de Luta Por Moradia (MNLM), vem de uma experiência de sucesso com a Mandata Coletiva Pretas por Salvador, na qual é co-vereadora. A mandata foi eleita em 2020, com mais de 3 mil votos. Trazendo seu acúmulo político e agora disputando a Assembleia Legislativa, Cleide se junta a Márcia, e sua experiência com o Movimento de Mulheres Negras, a Iracema, que traz a perspectiva do ambientalismo e agricultura, e a Pró Dulce, cuja militância se dá no campo da educação.

Dentre as bandeiras de luta levantadas pela candidatura, estão: direito à moradia e à cidade, defesa da vida das mulheres, educação gratuita e de qualidade, antirracismo, combate ao extermínio da juventude negra, agricultura familiar, acessibilidade e liberdade religiosa.

Assim como Laina, as candidatas apontam desafios relacionados à garantia de recursos para fazer campanha e não reconhecimento por parte do partido:

“Nós, mulheres negras dentro do partido, lutamos contra o racismo e misoginia que nos invisibilizam de todas as formas. O partido ainda não reconhece candidaturas coletivas de mulheres negras como prioridade”, afirmam. Ainda assim, as quatro candidatas têm se desdobrado e criado alternativas para viabilizar a campanha e alcançar o máximo de eleitores ao redor da Bahia.

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