Quatro ativistas da Articulação de Organizações de Mulheres Negras Brasileiras (AMNB) estão entre as 19 selecionadas pela ONU Mulheres Brasil para integrarem o Grupo Assessor da Sociedade Civil (GASC): Daniela Lima Costa, do Mulheres Negras Decidem; Janira Sodré Miranda, da Coletiva Pretas de Angola; Maria Sylvia Aparecida de Oliveira, de Geledés – Instituto da Mulher Negra; e Thalia de Nazaré da Luz, de Candaces – Rede Nacional de Lésbicas e Mulheres Bissexuais Negras Feministas.
O GASC é uma instância que realiza consulta estruturada entre a sociedade civil e a ONU Mulheres Brasil, com participação de lideranças de organizações feministas de todo o Brasil. As ativistas foram escolhidas através de convocatória pública e selecionadas por um comitê composto por integrantes da ONU Mulheres e da sociedade civil. Elas atuarão como conselheiras durante um mandato voluntário de dois anos.
Além das ativistas negras da AMNB, o grupo será formado por uma diversidade de mulheres, incluindo indígenas, jovens, lésbicas e bissexuais, travestis e transexuais, e lideranças de comunidades, que atuam em organizações e redes feministas de todo o Brasil e possuem expertises nas áreas de participação política, justiça climática, comunicação, saúde, direitos sexuais e reprodutivos, enfrentamento ao racismo, filantropia e fortalecimento de movimentos de base.
“As organizações políticas das mulheres negras brasileiras se constituem em sujeitas políticas de reconhecida liderança, o que projeta as mulheres negras da AMNB na liderança de processos de vocalização e amplificação de vozes sobre os direitos humanos das mulheres negras, as violações e as emergências e, sobretudo, destaca a visão de que será impossível uma saída multilateral, diversa e propositiva sem a escuta das mulheres negras, a partir de suas realidades, perfis e territórios”, destaca Janira Sodré, que atualmente integra a coordenação executiva da AMNB.
O GASC terá o papel de fornecer análises sobre a situação sociopolítica e econômica do Brasil, assessorar o desenvolvimento de programas da ONU Mulheres e promover parcerias estratégicas para o avanço da igualdade de gênero e dos direitos das mulheres. “Em um momento em que os direitos das mulheres são duramente contestados, vamos construir respostas mais robustas e legítimas para os desafios que as mulheres brasileiras enfrentam”, afirma Gallianne Palayret, representante da ONU Mulheres no Brasil.




